CASO ROBINHO

Amigo de Robinho, preso por estupro, diz que mentiu para proteger ex-jogador

Ricardo Rocha Falco, condenado pelo estupro coletivo em Milão, declarou também afirmou não ter participado do crime


Publicado em 10 de junho de 2024 | 14:21
 
 
 

O amigo de Robinho, Ricardo Rocha Falco, confessou ter mentido no seu  depoimento para proteger o ex-jogador, no caso do estupro de uma mulher libanesa em uma boate de Milão, na Itália, em 2013. Em entrevista à TV Record, horas antes de ser preso, na última sexta-feira (7/6), ele também afirmou não ter participado do crime.

Falco foi se entregou à polícia, na última sexta-feira (7/6) após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinar o cumprimento imediato da pena. Tanto ele quanto Robinho foram condenados a 9 anos de prisão pelo crime de estupro coletivo cometido na Europa, segundo decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ). 


 "Me arrependo de não falar toda a verdade e tudo o que eu vi. Eu menti", admitiu” “Agora vou dizer toda verdade, eu precisava colocar tudo para fora, falar tudo. Quero que acabe isso, faz cinco anos que minha vida é um pesadelo, é um fantasma em cima de mimi", acrescentou.

Durante a entrevista Falco,  alega que a vítima nunca o acusou de ter participado do estupro coletivo. Além disso, acredita que a vítima pediria “desculpas” por condenação.

“Ela sabe que não fiz nada com ela. Ela pediria desculpas. Nunca fui acusado pela vítima”, declarou o amigo do ex-jogador.

Falco também contou que se sentiu traído por Robinho, a quem acusa de não o ter procurado após o processo na Itália. Além disso, revelou o que planeja fazer ao reencontrar com o amigo na prisão.

“Pretendo dizer a ele que me senti um homem traído, até pelo fato de depois de tudo o que aconteceu ele não ter me dado um telefonema para saber como eu tava. Nem ajuda financeira”, disse Falco.

Falco afirmou em áudio divulgado pela imprensa que, se cumprisse pena, pagaria apenas "cinco cestas básicas". Ele foi apresentado a Robinho na Itália por intermédio de Jairo, pagodeiro que aparece nas primeiras gravações autorizadas pela Justiça italiana. Como o jogador não falava italiano, foi Jairo quem apresentou Milão a Robinho e ajudou na chegada dele à cidade.

Por fim, ao descobrir que a estratégia do ex-jogador era incriminá-lo, o amigo ameaçou mudar o próprio depoimento para culpar Robinho."Sinto que fui traído. Pretendo dizer para ele que me senti um homem traído, ele nunca me ligou para ver se estava tudo bem. Ele tentou desviar o foco e jogou o foco para mim. Eu já classifiquei ele como um cara traíra, mas, analisando friamente, eu analiso ele como um cara desesperado.

Para que não seguisse a estratégia, Robinho chegou a prometer um cargo público ao amigo, caso os dois voltassem ao Brasil. "Se eu for voltar pro Brasil, eu te coloco pra trabalhar na prefeitura lá que é uma teta. Igual os caras... os caras ganham 2 conto”.

Relembre o caso

Robinho e mais cinco amigos foram denunciados, em 2013, pela justiça italana por estupro coletivo por uma jovem albanesa na boate Sio Cafe, em Milão. 

Somente o ex-jogador e o amigo Ricardo Falco foram condenados a nove anos de prisão. Atualmente, o ex-atacante da seleção brasileira cumpre a pena no Brasil após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os ministros também decidiram pela prisão imediata do jogador, que já entrou com pedido de habeas corpus.

Além de Robinho, estavam na boate: Ricardo Falco, Rudney Gomes, Clayton Santos, Alexsandro da Silva e Fabio Galan. Apenas Falco foi a julgamento com o jogador. Seu caso também foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça para que ele cumprisse a pena em território brasileiro.

 

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