ADVERSÁRIAS HISTÓRICAS

Brasil fecha primeira semana da Liga das Nações em jogo desafiador contra a Sérvia

Apesar de estar engasgada com rival após derrota no Mundial de 2022, seleção brasileira tem a seu favor o ótimo aproveitamento na competição deste ano, com três partidas e três vitórias até agora

Por Luciene Camara Ozarias Ramos
Publicado em 19 de maio de 2024 | 08:24
 
 
 

A seleção brasileira feminina de vôlei fecha neste domingo (19), às 10h, a primeira semana de jogos na Liga das Nações (VNL), até agora com três vitórias: contra Canadá, Coréia e Estados Unidos.

A adversária, agora, é a Sérvia, que representa um incômodo por ter derrotado o Brasil no Mundial de 2022. O duelo será no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.

Até agora, o elenco brasileiro tem 100% de aproveitamento e lidera a competição, com nove pontos.

No último jogo, contra os EUA, na sexta-feira (17), o Brasil fez um de seus melhores jogos dos últimos ciclos, impondo seu ritmo de jogo e abafando as atuais campeãs olímpicas, com autoridade.

A mineira Gabi, capitã da seleção, foi a maior pontuadora do confronto, com 23. A seleção brasileira venceu por 3 sets a 1 (25/22; 25/16; 18/25 e 25/19) diante de um Maracanãzinho lotado, e quebrou um jejum de cinco anos.

A última vitória brasileira sobre a seleção norte-americana havia sido em 2019, também pela VNL.

Na segunda partida da Liga das Nações de vôlei, o Brasil passou como um rolo compressor pela Coreia do Sul, na tarde de quinta-feira (16). Sem se complicar, venceu por 3 sets a 0 (25/15, 25/19 e 25/17) em um jogo de pouco mais de uma hora de duração.

Já no jogo que abriu a temporada internacional, na terça-feira (14), o duelo do Brasil contra o Canadá foi mais tenso do que precisava ser, mas a seleção verde e amarela conseguiu se encontrar para confirmar a vitória por 3 sets a 1 (26/24; 23/25; 25/23 e 25/12), também no Maracanãzinho.

Brasil 'engasgado' com a Sérvia
"A gente está com um alerta muito grande. É claro que estamos um pouco engasgadas com a Sérvia, não só com as americanas, pela final do Mundial. Agora é o momento de mostrar ainda mais o nosso compromisso, que é de entrar em todas as partidas para vencer, impor o nosso jogo com muita agressividade. É importante a gente crescer a cada partida e conseguir manter essa invencibilidade aqui no Brasil", disse a ponteira Gabi.

A Sérvia, no entanto, não irá atuar com as suas principais jogadoras, que foram poupadas pelo técnico Giovanni Guidetti, visando os Jogos Olímpicos de Paris-2024. Apesar da adversária não estar com as titulares, Gabi ressaltou o perigo que o Brasil deve enfrentar.

"A gente sabe que elas não vieram com o time titular, estão sem as grandes jogadoras como a Boskovic. E é por isso mesmo que temos que ter uma atenção muito grande. Conheço bem o Giovanni, ele trouxe grandes talentos, jogadoras que muitas pessoas de fora não conhecem tanto no cenário internacional, mas que querem aproveitar a oportunidade e bater de frente com a gente. Agora é o momento de mostrar ainda mais o nosso compromisso de entrar para vencer, impor o nosso jogo com muita agressividade", afirmou.

O técnico José Roberto Guimarães faz um alerta sobre possíveis desgastes, indicando que pode fazer um revezamento nos próximos jogos, incluindo a ponteira Gabi, a qual foi só elogios. 

"A Gabi está uma capitã melhor, cada vez mais madura, cada vez orientando mais, cada vez mais absoluta dentro da quadra. Espero que ela continue assim, mas às vezes fico preocupado, pois ela dá muita energia para todas as jogadoras. Então, se for muito consumida, acaba faltando. De vez em quando eu falo: 'Calma,' tem que chamar a atenção das outras, tem que ajudar. Ela também precisa de ajuda", alertou. (Débora Elisa e Estadão Conteúdo)

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