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26/04/18

Tucanos e aliados em Minas Gerais já não contam com Aécio Neves como candidato

O nome do senador Aécio Neves (PSDB) não deverá estar nas urnas eletrônicas em outubro deste ano. Se a avaliação de tucanos e aliados próximos do ex-governador se confirmar, será a primeira vez desde os anos 80, quando iniciou sua vida política na Câmara dos Deputados, que Aécio não participaria da corrida eleitoral. Segundo um parlamentar próximo do senador, que pediu anonimato, está cada vez mais evidente o desânimo de Aécio.

“A decisão dele ainda não foi anunciada, mas está cada vez mais óbvio que ele não está entusiasmado com a disputa. Eu tenho achado ele cada vez mais distante do jogo eleitoral”, contou.

Ainda de acordo com o parlamentar, Aécio é um homem de bem e que sempre está pensando em Minas e, se ele avaliar que sua presença possa atrapalhar um projeto melhor, ele não terá dúvida em tirar seu time de campo. “Estamos vivendo um momento crítico em Minas Gerais, não é possível priorizar projetos pessoais. Aécio é um homem sério, que sabe até onde ele pode ir”, explicou.

Um dos caciques tucanos, que pediu anonimato, conversou com a coluna Aparte e afirmou que não há mais clima para Aécio ser candidato a nada. Ele explicou que está muito difícil compor alianças porque a maioria dos possíveis candidatos não quer aparecer com o senador devido à atual situação dele com a Justiça. “Depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) o tornou réu, o que já não estava bom ficou pior ainda. Todos os candidatos querem descolar seu nome do senador”, declarou.

Na última semana, os ministros da Primeira Turma do STF votaram por receber a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) contra Aécio Neves, acusado de corrupção passiva e obstrução à Justiça. Com a decisão, o senador torna-se réu em ação penal no Supremo pela primeira vez, por causa do episódio em que foi gravado, em março do ano passado, pedindo R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, da JBS. O valor foi entregue em parcelas a pessoas próximas do tucano, segundo a acusação. A Polícia Federal (PF) chegou a filmar a entrega de dinheiro vivo a um primo dele. O senador nega qualquer irregularidade e diz que o que houve foi um empréstimo de caráter pessoal.

De agora em diante, o processo passa pela fase da instrução, quando depoimentos serão colhidos e provas serão confrontadas. Não há prazo para que o caso vá a julgamento. Além de Aécio, também tornam-se réus, mas somente sob acusação de corrupção passiva, a irmã dele Andrea Neves, o primo dele Frederico Pacheco e Mendherson Souza Lima, assessor do senador Zeze Perrella (MDB-MG). (Ana Luiza Faria)

560 km

De distância devem percorrer os participantes da caminhada que a Frente Nacional de Luta Campo e Cidade realizará em apoio a Lula. A marcha vai começar em Presidente Prudente e chegará na capital paulista. O movimento é liderado por José Rainha, ex-líder do MST e, como Lula, já condenado pela Justiça.

Projeto de Anastasia avança

FOTO: Uarlen Valerio

O Senado aprovou ontem projeto destinado a aumentar a transparência e endurecer as regras de funcionamento dos partidos políticos. Relatado pelo senador Antonio Anastasia (PSDB), o texto estabelece regras de compliance para as legendas com o objetivo de combater a corrupção. O texto altera a Lei dos Partidos, de 1995, e tenta criar códigos internos de conduta, programa de auditorias e ferramenta de gestão dentro das legendas. “Estamos deixando expresso que a responsabilização do partido político não exclui a responsabilidade individual de seus dirigentes ou de qualquer pessoa, autora, coautora ou partícipe de ato ilícito”, afirmou Anastasia. Para o senador, a proposta deve ser considerada uma manifestação das necessidades de transparência que a sociedade exige quanto ao funcionamento de um partido político, especialmente quanto à forma de utilização dos recursos públicos. “A aplicação das regras de compliance pode revelar a disposição do Congresso de atualizar essas normas aplicáveis, contribuindo para que os partidos políticos, instituições fundamentais da democracia, possam voltar a merecer o devido respeito por parte da sociedade brasileira”, ressaltou o senador mineiro.

FOTO: Mauro Pimentel/AFP - 2.4.2018

Derrota. Foi arquivado ontem, pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), o processo do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) contra seu colega de Câmara Jair Bolsonaro (PSL-RJ). O parlamentar do PSOL acusou o rival de ter cometido crimes de injúria e difamação. O fato ocorreu em maio de 2015, quando, em uma sessão da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o deputado do PSL teria se referido a Jean Wyllys de maneira pejorativa o chamando de “idiota”, “imbecil” e “c... ambulante”. A decisão do ministro seguiu recomendação da Procuradoria Geral da República (PGR), com base na regra de imunidade parlamentar prevista na Constituição Federal. “Entendo incidir, na espécie, a garantia constitucional da imunidade parlamentar em sentido material, apta a exonerar o congressista em questão de qualquer responsabilidade – penal ou civil – eventualmente resultante de seus pronunciamentos no âmbito da Casa Legislativa, tal como tem decidido o Supremo Tribunal Federal”, escreveu o ministro.

Resposta da Himni

O CEO da empresa Himni Sistemas e Soluções Eirelli, Alex Garcia, enviou nota ao Aparte para responder à reportagem, publicada na última semana, com o título: “Dona de empresa credenciada pelo Detran-MG foi detida acusada de fraude na Paraíba”. No texto é dito que Daniela Cristiane Nunes Sobras, que foi citada como “dona da empresa”, não possui qualquer participação na companhia, tendo sido desvinculada da firma em 18 de março deste ano, antes de a Himni obter o credenciamento junto ao Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG). Na nota ele ainda declarou que a matéria afirma que a empresa faz parte de um esquema de fraude. No entanto, a reportagem deixa claro que quem foi alvo da investigação foi Daniela quando representava outra companhia. Por fim, a empresa afirma que foi credenciada em Minas por ter a melhor tecnologia de combate a fraudes, “que permite a leitura, tratamento e validação das imagens de chassis e motores automotivos.”