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Sabedoria ancestral

Constelando os ambientes

Arquitetos Carlos Solano e Flávio Duarte mostram que a casa é o espelho da vida

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Leitura. O minicurso fará uso de colagens, bonecos e elementos simbólicos que vão ressignificar o espaço sagrado de cada participante de acordo com seus desejos pessoais de saúde e felicidade
PUBLICADO EM 15/05/18 - 03h00

O conhecimento é ancestral, vem de pelo menos 6.000 a.C., mas não tem nada de ultrapassado, e está se mostrando cada vez mais respeitado e sendo usado em projetos arquitetônicos que dialogam com o meio ambiente. 

“O feng shui surgiu por necessidade de sobrevivência em tempos antigos e como forma de avaliação da paisagem, pois a sobrevivência dependia dela quase que totalmente. Esse estudo evoluiu e, posteriormente, foi transferido para as habitações. Trata-se de uma abordagem sistêmica que propõe, de forma inteligente, preservar a saúde em todos os âmbitos, investindo em uma medicina preventiva”, explica o arquiteto Carlos Solano que, junto com o também arquiteto Flávio Duarte, vai ministrar o minicurso “Feng shui sistêmico e a roda da vida: constelações de ambientes”.

A dupla propõe uma abordagem diferente, desenvolvida tendo como base a bagagem pessoal de cada um. “Os ambientes nos quais realizamos nossas tarefas diárias refletem nossa estrutura social, familiar e psíquica, incluindo nossas crenças, desafios, medos, potenciais e forças, por meio de vários simbolismos. Os ambientes não só refletem fisicamente as pessoas e seu movimento de vida, como também as representam e impulsionam. Assim, habitat e habitante transformam-se simultaneamente por identificação e ressonância, podendo gerar ciclos virtuosos de expressão da essência da casa e da vida”, analisa Duarte.

Possibilidades. A base do minicurso é o tradicional feng shui chinês, mas os arquitetos vão explorar ainda a roda da vida, ferramenta de autoconhecimento, e elementos da visão sistêmica fenomenológica trazida por meio das constelações familiares pelo alemão Bert Hellinger. “A proposta do feng shui sistêmico é analisar os ambientes, assim como o método tradicional, porém usando os conceitos e ferramentas da constelação familiar, ou seja, vamos constelar os ambientes. Enquanto na constelação familiar as pessoas representam os membros de uma família, na constelação de ambientes as pessoas ou bonecos representam as questões envolvidas diretamente com o ambiente, seus usos, relacionando-as às estrelas do feng shui. As estrelas são posicionadas pela própria pessoa que está constelando seu ambiente de acordo com o que está implícito em seu movimento de vida e nas questões que ela deseja contemplar em relação ao seu ambiente”, explica Duarte.

A casa reflete a essência das pessoas, pois revela simbolicamente a personalidade de cada indivíduo que mora naquele ambiente. Esses traços podem ser vistos claramente na organização, na limpeza, na decoração, na escolha dos móveis e no fluxo energético. 

“Na constelação de ambientes os arquétipos do feng shui ganham corpo, se movimentam e dialogam para ressignificar a vida. Essa é uma terapia da casa porque a pessoa vai contemplar questões que estão impedindo a essência de se manifestar. É possível olhar para uma questão do seu ambiente que não era contemplada, mas que está explícita na mente das pessoas que participam do processo de constelação. Quando a constelação acontece esses padrões são modificados, e o indivíduo pode ressignificar aquela questão que estava pesando em sua vida”, pontua Duarte.

Agenda: O minicurso “Feng shui sistêmico e a roda da vida: constelações de ambientes”, acontece no próximo dia 19, das 9h às 16h30, no Espaço Luz Diamante, na rua Américo Werneck, 245, Mangabeiras. Informações e inscrições: (31) 99823-5259 com Flávio Duarte ou pelo e-mail: arquitetura.viva@yahoo.com.br

 

O lar é um microcosmo pessoal

O feng shui é um dos oito ramos da medicina chinesa. No minicurso que os arquitetos vão ministrar eles apresentam uma leitura pessoal dessa que pode ser entendida como a “medicina da casa” ou “terapia ambiental”.

“O símbolo básico do feng shui é o ba-guá, bússola ancestral com cerca de 4.000 anos que é a base de vários pensamentos como o I Ching, com seus 64 hexagramas que se originam dos oito trigramas, que simbolizam ainda os oito pilares que sustentam o universo. Eles carregam uma carga muito grande de significados e são a base da medicina e da filosofia. Cada trigrama se relaciona a um aspecto da vida humana”, diz Carlos Solano. 

A roda da vida tem vários aspectos: missão de vida, autoconhecimento, ancestralidade, crise, expansão dos dons, realização etc. “Ela é um arquétipo, um elemento que tem significado e informações universais. Todas as pessoas em todas as partes do mundo vivem essa roda da vida, pois estão em algum ponto dela. Nossa casa representa nosso microcosmo pessoal, ali nos projetamos. Dentro do ponto de vista oriental, macro e micro sempre se correspondem. Toda a dinâmica de funcionamento do macro se replica no micro, infinitamente. Não existe separação. Por isso esse arquétipo que representa o macro é projetado na casa, que representa nosso micro. Macro e micro se encontram, e a casa torna-se um espelho da vida, pois vários aspectos se projetam em nosso ambiente”, ensina o arquiteto. 

Para ele, o maior benefício do feng shui “é a possibilidade de habitar um espaço de regeneração e de apoio no fortalecimento da saúde e do ânimo. A casa que habitamos é como uma outra pele, é o espelho da nossa vida e interagimos com ela ininterruptamente”, finaliza.

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