A deputada federal Fernanda Melchiona (PSOL-RS) afirmou que "tudo indica que se trata de uma execução" no assassinato de três médicos no Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira (5). Um deles era Diego Ralf Bomfim, irmão da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e cunhado do também deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), marido de Sâmia.

Melchiona exigiu a "imediata e profunda investigação para descobrir as motivações do crime, assim como a identificação e prisão dos executores", e a atuação da Polícia Federal no caso -medida já determinada pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino. A deputada se manifestou por meio de uma nota, delegada por Sâmia e por Glauber, que afirmou estarem "devastados".

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"Hoje acordamos com a notícia estarrecedora do assassinato [...]. Nos solidarizamos com todos os familiares de todas as vítimas desse crime bárbaro. [...] Evidentemente, Sâmia está devastada nesse momento terrível de perda e dor, assim como o seu companheiro Glauber Braga, que a acompanha neste momento", escreveu. 

"Pelas imagens divulgadas pela imprensa, tudo indica que se trata de uma execução. Exigimos imediata e profunda investigação para descobrir as motivações do crime, assim como a identificação e prisão dos executores. Já pedimos ao ministro da Justiça, Flávio Dino, o acompanhamento do caso pela Polícia Federal e estamos formalizando a solicitação com o ministério", concluiu Melchiona.

Câmeras de segurança flagraram o momento em que homens armados descem de um carro e atiram contra quatro médicos, que estavam sentados em um quiosque na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na madrugada desta quinta-feira (5). Três vítimas morreram, e uma foi socorrida para um… pic.twitter.com/IHIeuziaNY

— O Tempo (@otempo) October 5, 2023

Além de Diego, também foram assassinados os médicos Marcos Andrade Corsato e Perseu Ribeiro de Almeida. Um quarto profissional foi atingido e socorrido para um hospital da região. Eles eram de São Paulo e da Bahia, e estavam na capital carioca para um congresso de saúde. O crime foi por volta de 1h desta quinta-feira, em frente ao Windsor Hotel, área nobre da Barrada Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. 

Câmeras de segurança registraram o momento dos assassinatos. As imagens mostram que as vítimas estavam sentadas em uma mesa do quiosque quando foram atingidas por tiros. Três homens, vestidos com roupas pretas, desceram de um carro branco e atacaram o grupo. Após atirar nos quatro, os criminosos voltaram correndo ao veículo e foram embora sem roubar nada.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), disse não haver dúvida de que o crime foi uma execução. Ele deu a declaração ao portal G1. No X (antigo Twitter), Castro também disse que determinou à Polícia Civil que direcione todos os recursos para esclarecer o caso: “Determinei ao secretário de Polícia Civil do Rio que empregue todos os recursos necessários para chegar à autoria do crime bárbaro que tirou a vida de três médicos e feriu outro na Barra da Tijuca. Minha solidariedade aos familiares das vítimas”.