O nome de Gabriel Galípolo para diretoria de Política Monetária do Banco Central (BC) foi oficialmente encaminhado para aprovação do Senado Federal. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda é o braço direito de Fernando Haddad e foi indicado para o BC, pelo titular da pasta, na semana passada.  

O despacho presidencial saiu na edição desta terça-feira (16) no Diário Oficial da União (DOU). Lula também encaminhou o nome de Ailton de Aquino Santos para diretoria de fiscalização do BC. Ambos passarão por sabatina da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.  

Aquino e Galípolo tiveram os nomes anunciados na semana passada pelo ministro da Fazenda. Segundo Haddad, o objetivo é facilitar a interlocução entre o Banco Central e a pasta. Haddad informou que a sugestão do nome de Galípolo partiu do próprio presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.  

Atualmente, o presidente da autoritária monetária é alvo do presidente Lula e da base governista. A política monetária do BC é vista com um entrave para a política econômica do governo Lula. O petista tem deflagrado artilharia contra a atual taxa Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom), ligado ao Banco Central, é o colegiado que define a taxa de juros no país. E, pela sexta vez consecutiva, a Selic está mantida em 13,75% - o maior patamar desde 2016.  

Caso tenha o nome aprovado pelo Senado, Galípolo terá poder de voto nas reuniões do Copom. O atual secretário-executivo da Fazenda já disse que vai trabalhar pelo consenso e que tem boa relação com Roberto Campos Neto.

Na última sexta-feira (12), Galípolo foi eleito como presidente do Conselho de Administração do Banco do Brasil. Caso se torne diretor do Banco Central, ele terá de renunciar ao cargo no BB e no Ministério da Fazenda. 

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