GUERRA

Presidência palestina acusa Israel de cometer um "massacre abominável" em Rafah

Pelo menos 35 pessoas morreram em um centro de deslocados, no sul da Faixa de Gaza

Por Agências
Publicado em 26 de maio de 2024 | 19:54
 
 
 

A Presidência palestina acusou Israel, nesta segunda-feira (noite de domingo, 26, no Brasil), de "atacar deliberadamente" um centro para deslocados na cidade de Rafah, no sul de Gaza, que, segundo funcionários do território, causou a morte de pelo menos 35 pessoas.

"A realização deste massacre abominável pelas forças de ocupação israelenses é um desafio para todas as resoluções internacionais legítimas", acrescentou a Presidência em nota, na qual acusou as forças israelenses de atacarem barracas de pessoas deslocadas.

O ministério da Saúde de Gaza, território governado pelo Hamas, informou pouco antes que pelo menos 35 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas nos ataques israelenses contra um centro para deslocados perto de Rafah, no sul da Faixa.

O exército israelense confirmou ter lançado um ataque aéreo contra um complexo do Hamas na cidade e informou que está a par dos informes de que civis teriam ficado feridos na ação.

O ministério da Saúde em Gaza informou, em nota, que ataques israelenses "tiraram a vida de 35 mártires e deixou dezenas de feridos, a maioria mulheres e crianças".

O exército israelense informou que sua aeronave "atingiu um complexo do Hamas em Rafah, onde operava um número significativo de terroristas do Hamas".

"O ataque foi realizado contra alvos legítimos segundo a legislação internacional, através do uso de munições precisas e com base em dados precisos de inteligência que indicaram o uso da área pelo Hamas", acrescentou.

"O (exército israelense) está consciente dos informes indicando que, como resultado do ataque e do incêndio que se iniciou, vários civis na área ficaram feridos. O incidente está em análise".

Convocação

O Hamas afirmou, na noite deste domingo (26), que os palestinos devem "se levantar e marchar" contra o "massacre" do exército israelense na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza.

"À luz do horroroso massacre sionista cometido esta noite pelo exército de ocupação criminosa contra as barracas dos deslocados (...), convocamos as massas do nosso povo na Cisjordânia, em Jerusalém, nos territórios ocupados e no exterior a se levantarem e marchar furiosamente contra o massacre sionista em andamento", declarou o grupo islamista palestino em um comunicado. (AFP)

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