exposição de pessoas vulneráveis

Agência dos EUA divulga por engano dados de mais de 6 mil imigrantes vulneráveis

Entre as informações expostas, havia detalhes sobre como as pessoas escaparam de governos autoritários em países como China, Rússia e Irã, assim como de outros tentando fugir de gangues violentas em outros lugares

Por Agência
Publicado em 01 de dezembro de 2022 | 09:51
 
 
 

Informações pessoais de mais de 6 mil imigrantes em busca de proteção por serem perseguidos foram publicadas em um site do governo dos Estados Unidos, informou nessa quarta-feira (30) o departamento responsável pelo erro. Nomes, status dos casos e locais de detenção de solicitantes de asilo foram divulgados por cinco horas, na segunda-feira, na página do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE).

Entre as informações, havia detalhes sobre como as pessoas escaparam de governos autoritários em países como China, Rússia e Irã, assim como de outros tentando fugir de gangues violentas em outros lugares. "Em 28 de novembro de 2022, durante atualizações de rotina, um documento foi postado erroneamente no ICE.gov por aproximadamente cinco horas e incluía nomes e outras informações pessoais, bem como informações de imigração de aproximadamente 6 mil estrangeiros sob custódia do ICE", disse a agência.

"Ainda que não intencional, esta divulgação é uma quebra de procedimento e a agência está investigando o incidente e tomando as medidas corretivas necessárias", acrescentou. Os afetados estão sob custódia do ICE, de acordo com o Los Angeles Times. Blaine Bookey, diretora jurídica do Centro de Estudos de Gênero e Refugiados da Universidade Hastings de Direito, de San Francisco, afirmou que o ocorrido expõe pessoas vulneráveis a riscos significativos.

"Se eles forem levados de volta a esses países, podem sofrer retaliações", observou. "Ou suas famílias, amigos e colegas que ainda estão em seus países podem também sofrer represálias." Bookey ressaltou que o fato de que todos os indivíduos afetados estão ainda sob custódia do serviço de imigração aumenta o risco."Eles não têm liberdade ou controle sobre onde estão e suas informações e detalhes pessoais estão agora em um documento público", disse. (AFP)

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