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Biden diz que ataques do Hamas contra Israel foram 'pura maldade'

Presidente dos EUA afirmou que Washington está pronta para mobilizar mais ativos militares naquela região

Por Agências
Publicado em 10 de outubro de 2023 | 20:59
 
 
 

O presidente americano, Joe Biden, disse em discurso na Casa Branca nesta terça-feira (10) que o ataque do Hamas a Israel foi "pura maldade", e afirmou que Washington está pronta para mobilizar mais ativos militares naquela região.

O grupo islamita palestino Hamas cometeu atrocidades, incluindo assassinatos de famílias inteiras e estupros de mulheres, juntamente com "informes que reviram o estômago sobre bebês assassinados", enumerou Biden. 

"Há momentos nesta vida em que um mal puro e não adulterado é solto neste mundo", disse Biden, em discurso televisionado. "Esse é um ato de pura maldade."

Biden também confirmou que houve pelo menos 14 americanos mortos e que alguns cidadãos americanos foram sequestrados pelo Hamas, que ameaçou matar reféns se Israel não informar os civis sobre os próximos ataques a Gaza.

O presidente americano, aliado de Israel, disse que os Estados Unidos continuarão apoiando o país. Biden acrescentou que tinha uma palavra, "não", para qualquer adversário de Israel que tentasse se envolver, em uma mensagem clara a seu inimigo de longa data, o Irã, que apoia o Hamas.

A fala de Biden atrasou mais de uma hora, enquanto ele e a vice-presidente, Kamala Harris, conversavam com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para discutir o apoio a Israel.

Antes, Biden publicou uma foto dele e de Kamala reunidos na Casa Branca com os principais funcionários militares, da inteligência, e com diplomatas. Ele destacou na rede social X, antigo Twitter, que se reuniram "para receber uma atualização sobre o ataque terrorista em Israel e para informar sobre os próximos passos". 

"Entramos em contato com o primeiro-ministro Netanyahu para discutir a coordenação para apoiar Israel, dissuadir atores hostis e proteger pessoas inocentes", acrescentou. O secretário de Estado americano, Antony Blinken, e o chefe da CIA, William Burns, estavam entre os presentes.

Após o encontro, o Departamento de Estado informou que Blinken irá visitar Israel na quinta-feira, como demonstração da solidariedade de Washington.

Depois dos ataques do Hamas, os Estados Unidos enviaram nova ajuda militar a Israel e determinaram que seu maior porta-aviões se aproxime daquele país em sinal de apoio, juntamente com outros navios de guerra e um grande número de aviões de combate. 

Biden disse que está disposto a mobilizar "ativos adicionais", se necessário, para mostrar o apoio de Washington e reforçar sua presença naquela região.

Mas o conflito também gerou uma crise de reféns para Washington, que Biden terá poucas opções para resolver. O Hamas fez 150 reféns em sua incursão terrestre, entre eles crianças, idosos e jovens, e advertiu que irá matar um a cada vez que Israel atacar um alvo civil em Gaza sem aviso prévio.

Em declaração conjunta nesta segunda-feira, Biden e os líderes de França, Alemanha, Itália e Reino Unido advertiram que "este não é o momento para que nenhuma parte hostil a Israel explore esses ataques para buscar vantagens".

(AFP)

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