Estudo

Criar bebês em laboratório pode se tornar realidade até 2028, dizem cientistas

Cientistas preveem a produção de óvulos e espermatozoides do zero para desenvolverem fetos humanos através de um útero artificial

Por O TEMPO
Publicado em 26 de maio de 2023 | 10:33
 
 
 

Criar bebês humanos em um laboratório pode se tornar realidade até 2028, pelo menos é o que dizem pesquisadores da Universidade de Kyushu, em Fukuoka, no Japão. No experimento desenvolvido por japoneses, os cientistas preveem a produção de óvulos e espermatozoides do zero para desenvolverem fetos humanos através de um útero artificial. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

O processo de criação de bebês em laboratórios é chamado de gametogênese in vitro (IVG). Ele funciona a partir da retirada de células do sangue ou da pele de uma pessoa, que são reprogramadas para se tornarem células-tronco pluripotentes induzidas. De acordo com os cientistas, essas células podem ser usadas ​​para criar embriões e implantados no útero das mulheres.

No entanto, até o momento, os cientistas conseguiram apenas produzir óvulos e espermatozoides humanos muito básicos, mas ainda não criaram embriões.

Por meio da nova tecnologia, mulheres de qualquer idade poderão ter filhos. Além disso, os pais também podem definir certas características dos bebês usando ferramentas de edição de genes, dando lugar à noção de uma suposta “criança perfeita”. No entanto, o experimento enfrenta questões éticas.

O professor Katsuhiko Hayashi, da Universidade de Kyushu (foto), um cientista japonês que já descobriu como fazer IVG em camundongos, prevê que em cinco anos seja possível produzir células semelhantes a óvulos de humanos

Conforme o professor Katsuhiko Hayashi, da Universidade de Kyushu, no estudo feito com camundongos, os pesquisadores utilizaram células da pele dos machos e conseguiram criar sete animais com dois pais biológicos masculinos.

Segundo o pesquisador, após esta descoberta, estima-se que a ciência levaria cinco anos para produzir células semelhantes a óvulos de humanos. Posteriormente, seriam necessários mais 10 a 20 anos destinados a testes, antes que os médicos sintam que o processo é seguro para ser adotado em clínicas.

Ao portal Freethink , o professor da Universidade de Stanford, Henry Greely, explicou que para que esse experimento de criação de bebês em laboratório se torna realidade os pesquisadores, os precisarão de mais cinco a dez anos para provar que o conceito é confiável. Além de mais uma ou duas décadas para comprovar testes de segurança.

Entretanto, outros especialistas têm demonstrado preocupação com a nova descoberta. Eles temem que fechar a porta para a infertilidade possa rapidamente derivar bebês projetados, eugenia e empecilhos legais que nossa sociedade pode não estar preparada para resolver.

 

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