EUA

Promotor que acusou Trump processa congressista por interferência

O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, acusa o legislador republicano Jim Jordan, presidente da Comissão de Justiça do Congresso, de um ataque descarado e inconstitucional sem precedentes no processo aberto contra Trump

Por Agência
Publicado em 11 de abril de 2023 | 19:33
 
 
 

O promotor que acusou Donald Trump na semana passada abriu um processo contra um congressista republicano nesta terça-feira (11), na tentativa de impedi-lo de interferir no caso contra o ex-presidente.

O promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, acusa o legislador republicano Jim Jordan, presidente da Comissão de Justiça do Congresso, de um "ataque descarado e inconstitucional sem precedentes" no processo aberto contra Trump.

Bragg acusou Trump, de 76 anos, de 34 crimes relacionados ao pagamento feito em 2016 à atriz pornô Stormy Daniels para comprar seu silêncio por um suposto caso extraconjugal que tiveram dez anos antes. O dinheiro serviria para que Daniels não interferisse nas aspirações do magnata de chegar à Casa Branca.

Trump, que nega qualquer relação com Daniels e se declarou "inocente" das 34 acusações, acusa reiteradamente Bragg, um democrata eleito nas urnas, de organizar uma "caça às bruxas".

O processo aberto por Bragg no Tribunal do Distrito Sul de Nova York ocorre depois que Jordan e dois outros colegas republicanos intimaram o promotor a comparecer perante o Congresso americano para dar explicações sobre a investigação.

Os republicanos acusam Bragg de "perseguição política" e exigem que ele entregue documentos relacionados ao caso.

O gabinete de Bragg respondeu acusando o trio de congressistas de colocar em prática "uma investigação sem precedentes sobre um processo local em andamento".

Depois de tomar conhecimento da acusação contra Trump na última terça-feira (4), Jordan emitiu uma intimação a um ex-promotor do gabinete de Bragg, Mark Pomerantz, para testemunhar perante os congressistas a portas fechadas.

A denúncia de Bragg, que acusa Jordan de organizar "uma campanha clara para intimidá-lo e atacá-lo", tem como objetivo impedir que qualquer depoimento seja dado por Pomerantz, que trabalhou na investigação de Trump, antes de deixar o cargo.

Trump, que já anunciou que buscará a indicação republicana para disputar as eleições presidenciais de 2024, é o primeiro presidente americano a sentar no banco dos réus.

O magnata é acusado de falsificar registros comerciais para esconder o pagamento de US$ 130 mil (cerca de R$ 420 mil em valores da época) a Daniels pouco antes das eleições de 2016, que ele venceu.

O Comitê de Justiça presidido por Jordan anunciou na segunda-feira que convocou Bragg para uma audiência em 17 de abril para explicar as políticas contra as "vítimas de crimes violentos". Um porta-voz de Bragg classificou a intimação como uma "manobra política". (AFP)

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