FIZERAM DIFERENTE

Após serem acusados, servidores mantêm silêncio e não respondem perguntas na CPI da Pampulha

Vereadores da Câmara de Belo Horizonte buscam esclarecer dúvidas sobre a contratação da empresa responsável pela limpeza da lagoa

Por Hermano Chiodi
Publicado em 28 de maio de 2024 | 18:14 - Atualizado em 28 de maio de 2024 | 20:32
 
 
 

Servidores convocados para depor na CPI da Lagoa da Pampulha, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, preferiram manter o silêncio. Nesta terça-feira (28/5), a comissão deveria ouvir o diretor de Gestão de Águas Urbanas, Ricardo  Aroeira, e a engenheira Ana Paula Fernandes Furtado. Os dois são investigados e deveriam prestar esclarecimentos sobre a contratação, por inexigibilidade de licitação, do Consórcio Pampulha Viva.

Na primeira CPI da Pampulha, encerrada em junho do ano passado, os dois acabaram entre os indiciados na primeira versão do relatório da CPI, apresentado pelo vereador Braulio Lara (Novo). Eles só não foram denunciados porque o texto acabou rejeitado pelos demais vereadores da Comissão. Desta vez, usando um direito previsto em lei, eles preferiram não colaborar com os trabalhos da CPI.

Braulio Lara, que na segunda CPI da Pampulha recebeu novamente a função de relator, ficou irritado com a postura dos servidores. “A população merece respostas claras e objetivas sobre os motivos dessa contratação. O silêncio não pode ser uma barreira para a verdade. A Prefeitura de BH ficar calada ante essa situação é um tapa na cara da população", afirma Braulio Lara.

Ricardo Aroeira e Ana Paula Furtado, que estavam remotamente (oitiva por vídeo), foram acompanhados por procuradores da Prefeitura de BH, Hércules Guerra e Fernando Couto. A expectativa dos vereadores era obter respostas sobre as justificativas para a escolha do consórcio vencedor da disputa. Contudo, logo no início da oitiva de cada servidor eles informaram que exerceriam o direito. Ao longo das dez perguntas do vereador Braulio Lara, relator da comissão, os servidores ficaram calados e não responderam a nenhuma delas.

“O cenário reforça a necessidade de uma investigação aprofundada para garantir que os recursos públicos estejam sendo empregados de forma adequada e eficiente”, concluiu o relator do processo.

Nova CPI da Pampulha

Esta é a segunda CPI da Pampulha. A primeira foi encerrada em junho do ano passado, após uma confusão entre vereadores da base e da oposição ao governo.  

Esta segunda versão da CPI da Pampulha começou em julho de 2023, mas foi suspensa pela justiça antes de começar os trabalhos, após um pedido apresentado pela prefeitura de Belo Horizonte. 

No fim de 2023 a justiça autorizou a reabertura da CPI e, em fevereiro deste ano, o colegiado aprovou o plano de trabalho, com previsão de oitivas, audiências públicas e visitas técnicas.

 

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