Governo

Novo presidente do CNPq estuda aumento de 40% no valor das bolsas de mestrado

Ricardo Galvão afirmou que baterá o martelo sobre o índice exato em reunião na Casa Civil nesta quarta-feira

Por O Tempo Brasília
Publicado em 18 de janeiro de 2023 | 10:36
 
 
 

O novo presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ricardo Galvão, afirmou que o órgão estuda conceder um reajuste da ordem de 40% no valor das bolsas de pesquisa em mestrado e doutorado. O índice, segundo ele, não está totalmente fechado e será tema de uma conversa ainda nesta quarta-feira (18) no Ministério da Casa Civil.

"Essa é uma pauta importante. Uma bolsa de mestrado hoje está na ordem de R$ 1.500. De doutorado, R$ 2.100, completamente abaixo dos valores necessários para atrair os estudantes para fazer uma carreira científica. Então, com a PEC da Transição, como chamam, foram aportados recursos orçamentários que parte deles vai ser possível utilizar para reajuste das bolsas. Essa é uma das metas principais do presidente Lula. Nós estamos em conversa com a presidente da Capes, professora Mercedes Bustamante, estamos tanto CNPq quanto a Capes fazendo estudos do reajuste das bolsas. Aliás, daqui a uma hora estarei na Casa Civil para acertar os valores finais do aumento dessas bolsas. Claro que não vamos conseguir resgatar o decréscimo devido à inflação, mas estamos propondo, e certamente chegar a um reajuste que eu creio que será da ordem de 40%, mas isso ainda não está definido", explicou Galvão, em entrevista à rádio "CBN".

Segundo ele, parte dos recursos para o pagamento desse reajuste pode vir do desbloqueio de R$ 10 bilhões para o setor após um acordo com o Congresso Nacional. "Isso é muito importante, porque, por lei, esse Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico não pode ser contingenciado. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro contingenciou (por medida provisória) para abertura gradual até 2027. Só 56% do fundo poderá ser usado esse ano", explicou ele, afirmando que os recursos são essenciais para sustentar projetos estratégicos.

A liberação dos recursos foi permitida após o Congresso se comprometer a não pautar a medida provisória que contingenciou os recursos, que perderá a validade em fevereiro. Com siso, os recursos poderão retornar ao orçamento.

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