FACADA

PF conclui que advogado tinha elo com o PCC, mas que Adélio agiu sozinho no ataque a Bolsonaro

Segundo a corporação, não há evidências de ligação entre o advogado e o atentado contra Bolsonaro

Por O TEMPO Brasília
Publicado em 11 de junho de 2024 | 10:46 - Atualizado em 11 de junho de 2024 | 11:27
 
 
 

BRASÍLIA -  A Polícia Federal (PF) informou, nesta terça-feira (11), que após a retomada das investigações ficou reiterado que Adélio Bispo de Oliveira foi o único responsável  pelo ataque a faca contra Jair Bolsonaro (PL) em outubro de 2018. Na época, o então candidato à Presidência da República cumpria ato de campanha em Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais.

No relatório de conclusão das investigações, a PF também confirmou que o advogado de Adélio Bispo possuía vínculos com o PCC (Primeiro Comando da Capital). No entanto, segundo a corporação, não há evidências de ligação entre o advogado Fernando Costa Oliveira Magalhães e o atentado contra Bolsonaro. Nesta terça-feira, o advogado foi alvo de busca e apreensão em operação da PF.

“Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para nova análise de equipamentos eletrônicos e documentos. Outros possíveis delitos foram descobertos, relacionados a um dos advogados de defesa do envolvido no ataque, mas sem qualquer ligação com os fatos investigados”, informou a PF.

Em maio de 2020, os agentes haviam concluído que Adélio Bispo agiu sozinho e que não havia mandantes do crime. No entanto, o caso foi reaberto a pedido do Ministério Público Federal (MPF). Após essas novas diligências, a PF recomendou o arquivamento do inquérito. Agora, cabe à Justiça decidir se encerra ou dá continuidade ao caso.

Adélio está internado na Penitenciária Federal de Campo Grande desde 2018. Em fevereiro deste ano, a 5ª Vara Federal de Campo Grande determinou que ele deveria cumprir tratamento ambulatorial ou internação em Minas Gerais, onde o processo teve origem. O prazo para a transferência era de 60 dias, mas não foi cumprido.

A Defensoria Pública da União (DPU), responsável pela assistência jurídica de Adélio desde 2019, foi quem solicitou a transferência. A defesa argumentou que Adélio não deveria permanecer em um estabelecimento penal, mesmo que este disponha de uma estrutura médica equivalente à de uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Além disso, a defesa argumentou que ele não deveria ser enviado para um manicômio judicial. Em junho de 2019, Adélio Bispo foi considerado inimputável. Isso significa que ele não pode ser punido criminalmente, por ter sido diagnosticado com Transtorno Delirante Persistente. A decisão foi do juiz federal Bruno Savino, da 3ª Vara da Justiça Federal em Juiz de Fora. 

Advogado é alvo de operação

O advogado Fernando Costa Oliveira Magalhães foi alvo, nesta terça-feira, da operação Cafua, que investiga os crimes de lavagem de dinheiro e de organização criminosa realizado por um grupo criminoso em Minas Gerais. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Pará de Minas, Lagoa Santa e São José da Lapa.

Ainda segundo a PF, foram cumpridos mandados judiciais que determinavam a lacração e a suspensão das atividades de 24 estabelecimentos comerciais e a indisponibilidade de bens de 31 pessoas físicas e jurídicas no montante de R$ 260 milhões.

A ação desta terça-feira é um desdobramento da operação Caixa Forte, deflagrada em 2019, que  investiga o tráfico de drogas na região metropolitana de Belo Horizonte.

 

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