No próximo sábado (23), o Cruzeiro inicia sua jornada no returno do Campeonato Brasileiro da Série B. Serão mais 19 jogos para o tão sonhado retorno à divisão de elite. No Mineirão, às 16h, o clube estrelado reencontra o Bahia, o ponto de partida da trajetória. E muita coisa mudou desde o dia 8 de abril, quando Vitor Jacaré, na Arena Fonte Nova, foi às redes duas vezes e determinou a vitória do Tricolor de Aço. 

Transfer ban e reforços no aguardo 

Mas muita coisa mudou desde então. A começar pela dívida que o clube tinha referente ao Transfer Ban da Fifa, de R$ 13 milhões, por atrasar parcelas do acordo referente ao pagamento de Kunty Caicedo, em 2016, junto ao Independiente del Valle, do Equador. 

Aquele débito impediu que o Cruzeiro pudesse contar com cinco reforços para aquele confronto na Fonte Nova:  o goleiro Gabriel Mesquita, ex-Guarani; o volante Neto Moura, ex-Mirassol-SP; o meia Leonardo Pais, ex-Montevideo Wanderers, do Uruguai; e os atacantes Rodolfo, do América, e Rafael Silva, ex-Wuhan Zall, da China.

As mudanças de abril para cá

Naquele confronto, o time do Cruzeiro iniciou a partida com apenas cinco jogadores que podem ser considerados titulares: o goleiro Rafael Cabral, os zagueiros Oliveira e Eduardo Brock, o volante Willian Oliveira e o atacante Edu. 

Uma das principais mudanças do time estrelado aconteceu na zaga, com Paulo Pezzolano adotando o esquema com três defensores. O setor ainda teve outras alterações, com as saídas de Rômulo e Rafael Santos para as entradas dos alas Matheus Bidu e ora Geovane Jesus ou Léo Pais. O meio-campo ganhou robustez com Neto Moura ao lado de Willian Oliveira, mas Canesin perdeu seu espaço, oscilando após lesão e Pezzolano tendo dificuldades ainda para encontrar a figura do armador. Um dos investimentos atuais para a vaga é Daniel Jr., que entrou no decorrer daquele confronto. 

Do ataque daquele primeiro confronto, Vitor Leque acabou não conseguindo emplacar. Vitor Roque entrou naquele compromisso, inclusive seu último jogo com a camisa estrelada antes da negociação turbulenta com o Athletico Paranaense. Restou apenas Edu, uma vez que Waguininho acabou não tendo mais chances. Jajá ganhou a vaga entre os atacantes até sua lesão, com Luvannor e Rafa Silva sendo mais constantes no setor ao lado de Edu. 

A estreia celeste na Série B trouxe questionamentos, especialmente depois de um Campeonato Mineiro onde o time conseguiu voltar à final. Mas o Cruzeiro conseguiu encontrar a toada na competição, atingindo os 42 pontos ao fim do turno, com apenas três derrotas e um aproveitamento de 73,7%. Mudanças substanciais e um reencontro que pode confirmar a décima vitória celeste como mandante em 10 jogos.