Gabriel Pazini
@Gabriel_Pazini
25/11/20
23h25

Sem forçar

Galo bate Botafogo em quarta triste sem Maradona e segue líder do Brasileiro

Atlético conquista vitória tranquila no Mineirão em um dia confuso e de enorme tristeza para o futebol

Sasha marcou um dos gols da vitória do Galo nesta noite — Foto: Cristiane Mattos/O Tempo
Gabriel Pazini | @Gabriel_Pazini
25/11/20 - 23h25

A quarta-feira costuma ser especial para quem ama o futebol. É um dia com grandes partidas ao redor de todo o mundo e a ansiedade de ver seu time do coração em campo. É um dia em que a bola sorri e o esporte vê a paixão pelo jogo explodir. Esta quarta, porém, foi diferente.

A bola não sorriu, chorou. O futebol está em prantos. Ao invés de especial e repleta de ansiedade, esta quarta-feira é de enorme tristeza. Um dos maiores da história, Diego Armando Maradona faleceu, aos 60 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória em sua casa.

Sem um de seus maiores magos, que transformava a realidade em sonho e fazia o impossível ser possível com sua genialidade ao produzir as mais belas obras com seu talento inesquecível, fazendo do futebol uma linda arte, tudo pareceu confuso, triste e sem sentido nesta quarta de futebol.

No Mineirão, não foi diferente. O Atlético prestou várias homenagens ao imortal Maradona: o argentino Zaracho jogou com a camisa 10 e o nome de seu compatriota, o calção do Galo tinha o rosto do craque, seu número e uma mensagem, e ainda tinha uma bandeira argentina colocada pela torcida na arquibancada. Já em campo, um time sem laterais, com três zagueiros, diferente e cheio de desfalques, foi burocrático, passou longe de ter boa atuação e controlou o duelo sem forçar o ritmo para vencer um Botafogo inoperante por 2 a 1 em um jogo muito fraco tecnicamente e com pouca criação e chances de gol. Uma partida triste, ruim e sem graça, como a quarta-feira sem a magia de Maradona.

O Atlético com média de 17 finalizações por jogo, teve apenas 13 chutes a gol contra o Botafogo e viu suas únicas chances surgirem em cruzamentos. Do outro lado, um Fogão, de somente três triunfos em todo o Brasileiro, com Honda e Kalou no banco, extremamente limitado, sem conseguir responder o Galo e, não à toa, na zona de rebaixamento.

Na partida em ritmo lento, as poucas emoções se limitaram aos gols. Savarino abriu o placar aos 16 minutos, de ombro, após belo cruzamento de Keno com a perna direita colocando muito efeito na bola pelo lado esquerdo do ataque atleticano. Sasha ampliou aos quatro minutos do segundo tempo, de cabeça. Marcelo Benevenuto, também de cabeça, descontou para o Botafogo três minutos depois. Os três tentos da partida vieram de cruzamentos, em jogadas nada geniais, que em nada lembraram a magia de Maradona, que passou longe de ser homenageada no Mineirão nesta noite. Aos 34min, Keno ainda desperdiçou pênalti que ele mesmo sofreu, batendo muito mal para a defesa de Cavalieri.

Com o resultado, o Atlético segue na liderança do Campeonato Brasileiro, com 42 pontos, três a mais que o Flamengo, segundo colocado. O Galo, agora, terá um bom período de recuperação até a próxima partida, que será apenas em 6 de dezembro, contra o Internacional, no Mineirão. Uma boa notícia, visto que os infectados pela Covid-19 estarão liberados para voltar a atuar e defender o time, que terá, por outro lado, os desfalques de Junior Alonso e Savarino, suspensos pelo acúmulo de cartões amarelos.

FICHA TÉCNICA

ATLÉTICO 2 x 1 BOTAFOGO

Motivo: 23ª rodada do Campeonato Brasileiro

Data: quarta-feira, 25 de novembro de 2020

Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)

Árbitro: Savio Pereira Sampaio (CBF-DF)

Auxiliares: Daniel Henrique da Silva Andrade e José Reinaldo Nascimento Júnior (ambos CBF-DF)

VAR: Pablo Ramon Gonçalves Pinheiro (CBF-RN)

Escalações:

Atlético:
Rafael; Bueno, Junior Alonso e Igor Rabello; Zaracho (Talison), Calebe (Wesley), Hyoran e Nathan (Marrony); Savarino, Sasha (Gustavo Henrique) e Keno
Técnico: Leandro Zago

Botafogo:
Diego Cavalieri; Kevin (Honda), Marcelo Benevenuto, Kanu e Victor Luís; Rafael Forster (Éber Bessa), Rentería (Kalou), Caio Alexandre e Marcinho; Warley (Rhuan) e Pedro Raul (Matheus Nascimento)
Técnico: Emiliano Díaz

Gols:
Savarino e Sasha (Atlético); Marcelo Benevenuto (Botafogo)

Cartões amarelos:
Junior Alonso e Savarino (Atlético); Kevin, Kanu, Victor Luis e Marcinho (Botafogo)

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