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18/06/18

Eleição na Defensoria Pública gera tensão por causa da escolha de nome por Pimentel

Parte dos integrantes da Defensoria Pública de Minas Gerais temem que o governador Fernando Pimentel (PT) não respeite a decisão do colegiado, como é de costume, ao escolher o novo chefe da instituição. No último dia 8, foi divulgado o resultado das eleições da formação da lista tríplice para a escolha do defensor público geral do Estado para o biênio 2018/2020. A disputa, no entanto, se deu entre apenas dois defensores – Sérgio Augusto Riani do Carmo e Gério Patrocínio Soares. Sérgio saiu vitorioso com 374 votos, e Gério recebeu 285 votos. 

De acordo com uma defensora pública que não quis se identificar, Soares faz parte do grupo da atual gestão, que ela contou ser muito próxima de Pimentel. Segundo a fonte, Soares, antes de se candidatar, era assessor do gabinete da defensora pública geral, Christiane Neves Procópio, que vem trabalhando há mais tempo pela sucessão. “Claro que esse trabalho não era feito formalmente. E, com a máquina na mão, esse trabalho é mais fácil”, especula. 

Na visão dela, a escolha de Pimentel seria por Soares, por uma questão de continuidade de gestão, embora ele tenha sido menos votado. “Normalmente, os candidatos que não ficam em primeiro lugar não continuam pleiteando o cargo. E não é isso que estamos vendo acontecer agora. O grupo da atual gestão permanece muito próximo do governo”, contou. 

Outro interlocutor que também pediu que seu nome fosse mantido sob anonimato afirmou que a atual gestão é conservadora e não enfatiza mudanças. “A nova gestão vai trazer um novo modo de trabalhar. A proposta do Sérgio do Carmo é modernizar a nossa atuação. Nós estamos muito ligados ao Judiciário, e o defensor tem que ter uma atuação mais estratégica, mais extrajudicial até para atingir um número maior de pessoas que possam ser beneficiadas pelas medidas que a gente tomar em favor delas”, disse.

Entre as mudanças, a fonte disse que a classe precisa ter uma atuação junto à população. “Nós temos que ter um trabalho de educação em direito, criar núcleos ligados a questão do consumidor, da moradia, e esses núcleos atuarem de uma forma estadual e não ficar só na capital, levar o projeto para o interior do Estado onde as pessoas têm menos recursos. Já a atual gestão só pensa em enxugar o número de processos, não pensa em como preveni-los”, explicou.

Outro defensor público aposta que, pelo fato de o defensor Sérgio do Carmo ter sido eleito com uma maioria expressiva de votos, ele será nomeado pelo governador. “A minha convicção e a das pessoas com quem eu converso é que o governador vai respeitar a vontade da própria classe, até porque eu acredito que ele tenha esse respeito pela opção de quem conhece mais a fundo a prática da defensoria”, afirmou.

Em nota, o governo de Minas informou que o anúncio do nome do novo defensor público geral se dará assim que houver a definição. (Ana Luiza Faria)

Quem diria

FOTO: REPRODUÇÃO

O senador e pré-candidato ao Palácio do Planalto, Fernando Collor (PTC-AL), trabalha por uma aproximação do Brasil com a Coreia da Norte. Collor posou em 2018 ao lado do presidente do Parlamento norte-coreano, Kim Yong-nam, e do senador Pedro Chaves (PSC-MS) (foto). Ambos os parlamentares visitaram a Coreia do Norte em missão oficial do Senado entre o final de abril e o início de maio, mesmo período em que ocorreu o histórico encontro entre o líder do norte e o presidente do sul, Moon Jae-in. O senador também solicitou a instalação de um grupo parlamentar de amizade entre os dois países no Senado em 7 de junho deste ano. Na instalação do grupo parlamentar, o ex-presidente cita seis pontos de aproximação, que incluem a doação de livros brasileiros, a concessão de vistos a estudantes norte-coreanos, e a aprovação de lei que estabelece cooperação entre os dois governos. O Brasil mantém relações diplomáticas com a Coreia do Norte desde 2001 e é o único país das Américas a ter embaixadas em Seul e em Pyongyang. O curioso é que, durante a eleição presidencial de 1989, Collor se mostrou contrário a regimes comunistas. “Vamos dar um não definitivo à bagunça, à baderna, ao caos, à intolerância, à intransigência, ao totalitarismo, à bandeira vermelha. Vamos cantar o hino nacional, não a internacional comunista”, disse o então candidato presidencial no último debate na TV.

“Poucos políticos candidatos a presidente, o líder da pesquisa (Lula) com 30% de apoio. E, quando se pergunta o que as pessoas querem, elas respondem que não querem candidato envolvido com corrupção. Então, esse é um enigma que nós precisamos decifrar.”

Gilmar Mendes

Ministro do Supremo

Japonês lança biografia

O agente aposentado da Polícia Federal Newton Ishii, mais conhecido como “Japonês da Federal”, vai lançar sua biografia. Intitulada “O Carcereiro – O Japonês da Federal e os Presos da Lava Jato”, o livro vai focar em sua convivência com os réus ilustres da operação, como Marcelo Odebrecht e Antonio Palocci. A publicação estará disponível nas livrarias a partir do dia 7 de julho. Ishii fará sessões de autógrafos em cinco capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba. Em entrevista a colunista Mônica Bergamo, do jornal “Folha de S.Paulo”, o agente aposentado contou causos e detalhes da rotina na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. “Um dia o pessoal (réus da Lava Jato) começou a me perguntar se eu não me lançaria candidato. Eles falaram: ‘O Pedro Corrêa (ex-deputado federal) tá aqui, ele te ensina’. Corrêa se vira para mim e diz: ‘Se eu ensinar, daqui a um tempo o senhor está aqui com a gente, viu?’”, contou o ex-agente, rindo

 

Espólio de Cunha

A prisão do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), terceiro deputado federal mais votado do Rio de Janeiro nas eleições de 2014, abriu uma disputa por esse espólio de mais de 230 mil votos na campanha deste ano. O nicho do emedebista era o eleitorado evangélico, que será buscado por sua sucessora na política fluminense. Filha do deputado cassado – ele já foi condenado a mais de 38 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e desvios na Caixa Econômica Federal –, Danielle Dytz Cunha vai estrear na disputa eleitoral tentando uma vaga na Câmara. Adversários de Danielle apostam, no entanto, que ela terá dificuldade de herdar esses votos, porque teria passado a ir à igreja somente agora. Como possível arma eleitoral, eles já reúnem fotos, postadas por Danielle em suas redes sociais, consumindo bebidas alcoólicas — tema sensível no meio evangélico.