No Senado

Camilo Santana atribui problemas no Sisu ao acionamento indevido do sistema

De acordo com o ministro; o sistema foi acionado antes da hora correta e sem que o cálculo dos aprovados estivesse pronto; o erro frustrou estudantes no início do ano

Por Lucyenne Landim
Publicado em 16 de abril de 2024 | 12:38
 
 
 
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O ministro da Educação, Camilo Santana, garantiu nesta terça-feira (16) que a divulgação da lista errada de aprovados no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), em janeiro deste ano, aconteceu por um acionamento indevido da ferramenta antes da conclusão da relação de aprovados.

"O erro foi que o sistema divulgou os resultados antes da hora de divulgar. O fato é que alguém acionou o sistema para autorizar um resultado antes da sua conclusão", repetiu em audiência na Comissão de Educação do Senado nesta terça-feira (16). Ele foi chamado para falar sobre o problema na divulgação da lista.

Sem citar nomes, cargos ou estimativas, ele informou que servidores foram afastados das funções que ocupavam.

"A decisão como ministro foi primeiro afastarmos algumas pessoas por isso. Nós abrimos uma investigação preliminar para investigar os motivos, restabelecemos novos protocolos de segurança para evitar que isso acontecesse e estamos verificando quais os investimentos necessários que podem ser feitos em todo o sistema. Eu lamentei o episódio e nós procuramos corrigir para não causar nenhuma injustiça em qualquer aluno que fosse prejudicado com o resultado do Sisu", completou o ministro.

A divulgação da lista errada foi em 30 de janeiro deste ano. O resultado oficial saiu apenas no dia seguinte, com atraso e uma lista diferente da primeira publicada. Na época, integrantes do governo declararam que o cálculo de cotas ainda não havia sido finalizado.

Com isso, vários estudantes que tinha visto seus nomes como aprovados na primeira lista foram frustrados com resultados negativos na publicação final. Além disso, candidatos relataram dificuldades de acesso ao sistema e instabilidade prolongada.

O Sisu oferece vagas em universidades públicas sem vestibular, usando as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A seleção dos estudantes é feita com base na média das notas obtidas até o limite da oferta das vagas, por curso e modalidade de concorrência. Também leva em conta o perfil socioeconômico dos candidatos para que seja cumprida a Lei de Cotas.

Camilo Santana foi chamado ao Senado para explicar o problema no final de fevereiro, a partir de um requerimento do senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O ministro aproveitou a ocasião para fazer um balanço de ações da pasta que comanda.

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