Ainda no Catar acompanhando a Copa do Mundo, Ronaldo defendeu a contratação de um técnico estrangeiro para comandar a seleção brasileira no próximo ciclo de preparação para o Mundial de 2026. Gestor da Raposa, o Fenômeno fez apenas uma 'ressalva': que a CBF sequer cogite o nome do uruguaio Paulo Pezzolano.   

"Não se a CBF já se pronunciou, mas acho que vai ter ainda alguns anúncios antes da definição do treinador. Eu adoraria que fosse um estrangeiro, talvez quebrar esse tabu de que um estrangeiro não teria nada para acrescentar no futebol brasileiro. Muito pelo contrário. A gente tem visto o Brasil nas últimas Copas do Mundo vem sempre perdendo para equipes europeias", destacou Ronaldo durante coletiva à imprensa nesta segunda-feira (12), em Doha.

"Se tiver um europeu (no comando da seleção), a aposta cabe. Tem grandes nomes no mercado. Ancelotti seria incrível. Mourinho seria espetacular. Abel (Ferreira), do Palmeiras. São nomes incríveis, todos eles com contrato, mas são nomes incríveis. Não sei o que a CBF vai fazer, mas minha opinião é que apoiaria um técnico estrangeiro também", acrescentou Ronaldo.

O Fenômeno vê o momento - logo após a eliminação no Catar - como o ideal para que a CBF tente fazer algo diferente.

"A Seleção Brasileira desde 2002 não ganha uma Copa. É um momento propício para podermos arriscar, inovar, trazer uma novidade para o cenário nacional. Não vejo nenhum problema neste sentido. Logicamente nós temos grandes nomes no Brasil. Mas isso é  uma decisão que a CBF terá que tomar. Estou ansioso por essa decisão como vocês. Só espero que não pensem no Pezzolano, por favor", brincou Ronaldo.

Ronaldo utilizou o exemplo celeste para mostrar que uma mudança de 'paradigmas' pode ser muito positiva também para a seleção brasileira. "No meu caso mesmo, o meu treinador no Cruzeiro é uruguaio, que é uma grande escola de futebol. Ele ajudou a nos tirar de um buraco que estávamos há três anos". concluiu Ronaldo.

Seleção uruguaia

No domingo (11), Ronaldo havia revelado que Pezzolano chegou a receber proposta para dirigir a seleção uruguaia, em substituição a Diego Alonso, demitido após a eliminação da celeste olímpica ainda na primeira fase da Copa do Catar.

Em várias entrevistas, Pezzolano já falou que dirigir a seleção de seu país é um de seus maiores objetivos profissionais. Entretanto, o acordo não foi fechado, ao menos no momento. Desta forma, o treinador segue no comando do Cruzeiro para a temporada 2023.