Daniel Ottoni
@dottoni
03/08/20
14h52

Natação

Natação: Variar provas é dica de dupla do Minas, especialista em provas de fundo

Miguel Valente e Guilherme 'Cachorrão' percorreram vários estilos e distâncias antes de se especializar nos 800m e 1500m

cachorrao natacao
Cachorrão é recordista sul-americano dos 1500m livre — Foto: Abelardo Mendes Jr - COB
Miguel Valente natacao minas
Miguel Valente sugere que o nadador não tenha preconceito com nenhum estilo de prova — Foto: Ricardo Sodré/MTC
Daniel Ottoni | @dottoni
03/08/20 - 14h52

Para quem toma a decisão de se dedicar à natação, o que não faltam são opções de provas. Além dos quatro estilos (peito, livre, costas e borboleta), os atletas têm uma grande variedade de distâncias para se especializar.
Dois dois maiores nomes das provas de fundo (800m e 1500) têm dicas parecidas para quem ainda tem dúvidas sobre seu foco principal. Miguel Valente e Guilherme Costa, também conhecido como Cachorrão, sabem que o ideal é ir por todos os lados antes de tomar a decisão. 

"Já nadei muita coisa, 200m peito, 400m medley, 200m medley, 200m costas e 400m livre.A transição foi acontecendo, fui vendo que eu tinha mais aptidão, que gostava de treinar mais e não gostava de fazer treino curto. A dica que eu dou para quando se é mais jovem é “nade de tudo”. Quando você é novo, você pode achar que se conhece, mas acaba que não conhece", conta Miguel. Assim como ele, Cachorrão ainda precisa disputar a seletiva olímpica, ano que vem, para garantir vaga na Olimpíada de Tóquio. 

"O segredo é treinar e se dedicar muito, quem é atleta de fundo precisa estar sempre bem treinado e confiar no trabalho do seu técnico. Não foi difícil pra mim decidir porque eu já rodava bastante nos treinos e sempre gostei de crawl. Até a categoria juvenil II, acho que tem que nadar de tudo. Eu fiz 400m livre, 100m costas, 200m medley, 400m medley, fui nadando o que aparecia até me especializar", destaca Cachorrão, recordista sul-americano nos 1500m livre.  

Mesmo gostando de uma prova específica, Miguel orienta aos jovens que sigam tentando o que for possível, sabendo que resultados melhores podem aparecer em outras opções antes de chegar ao profissional. "Eu nadava 200m peito, é uma diferença muito grande para 1.500m livre. Se eu não tivesse me arriscado por todas essas áreas, acho que não encontraria a que eu sou melhor. Às vezes, a pessoa pode achar que está na sua melhor prova, quando na verdade ela poderia nadar outra prova melhor ainda. Não tenha preconceitos, não fuja do trabalho pesado. Quando você for mais velho, você vai se destacar em uma prova e vai seguir. Limitar a si mesmo é limitar as possibilidades que você pode ser bom", reforça Miguel

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