Andamento

PF vai aos EUA para investigar sobre a venda de joias recebidas por Bolsonaro

A corporação pretende enviar agentes ainda esse mês para, assim, concluir a investigação

Por O TEMPO BRASÍLIA
Publicado em 13 de abril de 2024 | 18:49
 
 
 
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A Polícia Federal (PF) vai enviar agentes aos Estados Unidos para investigar sobre as joias doadas pela Arábia Saudita ao governo brasileiro e que o então presidente Jair Bolsonaro (PL) supostamente teria tentado vender. Os itens teriam sido comercializados no exterior com o auxílio do ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid, e o pai dele, o general do Exército Mauro Lourena Cid.

A corporação pretende enviar agentes aos EUA ainda esse mês para, assim, concluir a investigação que está sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa etapa faz parte de um acordo de colaboração fechado entre a PF e o Federal Bureau of Investigation (FBI). As informações são do jornal “Folha de S.Paulo”. 

Bolsonaro ganhou joias e presentes no exercício do mandato e, pela legislação brasileira, deveriam ser incorporadas ao patrimônio da União. Contudo, investigações da PF mostram que os itens recebidos em visita à Arábia Saudita, ainda em outubro de 2019, começaram a ser negociados nos EUA em junho de 2022. 

Entre elas estava um kit de joias com um relógio da marca Rolex de ouro branco, um anel, abotoaduras e um rosário islâmico. A PF recuperou conversas datadas de 4 de janeiro de 2023, nas quais Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, pede para que o pai tirasse foto das joias - Lourena Cid é apontado como o responsável por negociar os itens no exterior

Em seguida, ele manda as fotos de dois objetos: uma palmeira e um barco dourados. São essas imagens que mostram o reflexo de Lourena Cid. O general da reserva ocupou um cargo na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), nos Estados Unidos, durante o governo Bolsonaro.  

A PF apura se os valores obtidos na comercialização desses objetos teriam sido convertidos em dinheiro vivo e “ingressaram no patrimônio pessoal dos investigados, por meio de pessoas interpostas e sem utilizar o sistema bancário formal, com o objetivo de ocultar a origem, localização e propriedade dos valores”.

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