ALMG

Líder de Zema nega que divisão da base em dois blocos tenha desagradado governo

O deputado Gustavo Valadares (PMN) aponta que seria muito complicado trabalhar com um único bloco com mais de 50 deputados

Por Gabriel Ferreira Borges
Publicado em 07 de fevereiro de 2023 | 18:22
 
 
 

O líder do governo Romeu Zema (Novo), deputado estadual Gustavo Valadares (PMN), avalia que, caso a base aliada fosse reunida em apenas um bloco na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o governo teria dificuldades em trabalhar. A expectativa é que até a próxima quinta-feira (9) o desenho de cada um dos blocos seja definido.

De acordo com Valadares, a opção por constituir o que chama de "dois blocos governistas" não desagradou o Palácio Tiradentes. "O governo entende que nós, eu, como líder de governo, e os demais líderes que nós teremos aqui na Casa, precisamos ter autonomia e tranquilidade para trabalhar para entregar depois o resultado que o governo quer", aponta o deputado estadual. 

Sem entrar em detalhes, o líder de governo diz que a ideia é que os 57 deputados estejam "bem divididos" entre os dois blocos. "É provável que um (bloco) um pouco maior, mas, quando eu digo equilibrados, com parlamentares todos voltados ao objetivo de ajudar o governo a entregar ou a deixar nos próximos quatro anos um bom legado aos mineiros", considera. 

A princípio, o objetivo de Zema era articular a criação de um bloco com entre 55 e 57 deputados estaduais para controlar as comissões permanentes, o que é fundamental para acelerar a tramitação de projetos. Inclusive, como mostrou O TEMPO, a configuração da Casa com apenas dois blocos, o de situação e o de oposição, foi um dos pedidos do Palácio Tiradentes para apoiar a candidatura de Tadeu Martins Leite (MDB) à presidência, mas o deputado disse que não iria interferir. 

Com apenas um bloco governista, o governo teria poder para indicar o presidente das principais comissões da ALMG e também ter maioria nesses colegiados. Com a divisão em três blocos, o governo deverá ter maioria dos membros nos principais colegiados, mas terá dificuldades em indicar aliados para presidir todas eles.

Para que sejam formalmente constituídas, as coalizões devem ser lidas em plenário, a exemplo do que aconteceu nesta terça (7) com o bloco de oposição. “Espero que a gente possa entrar semana que vem com os líderes sentados no Colégio de Líderes já definindo a questão das comissões”, projeta Valadares.

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